De repente......Um segundo depois do prá sempre...o fim!
Um ônibus, a chuva, um dia como outro qualquer...
E de repente...
O último dia!
Aquele acidente na orla me fez pensar tanto na minha vida...na vida...
O que me falta fazer hoje?
O que me falta sentir hoje?
O que me falta dizer hoje?
E se o amanhã for atropelado por um acaso e eu não tiver mais tempo de fazer,
De dizer,
De sentir?
O trágico se torna cômico quando a morte inesperada de uma estranha se torna tão mais contundente para mim do que a morte anunciada de minha mãe ou a morte esperada do meu pai.
O inusitado talvez me desperte mais do que o provável.
Essa chuva que desviou o trajeto daquele ônibus e desviou a trajetória daquela mulher , me inundou de lembranças de caminhadas feitas e refeitas tantas vezes por mim da mesma forma, na mesma direção...
Por quê não mudar?
Por quê não rever meus parâmetros,
Meus paradigmas,
Meus princípios tão concretamente sólidos e armados...
e inertes...
e rigorosos...
E inflexíveis
...Por quê não ser chuva e escorrer sem muita forma...
Só me deixar fluir...
Aquela guarita caiu...quem estava dentro dela, se machucou...
Até que ponto estou segura dentro dessa construção que ergui para mim com tantos "certos" e "errados"?
Quantas vezes terei desviado, mesmo sem querer, o meu trajeto
e terei atingido a trajetória de outro de uma forma tão crucial?
Terei parado para pensar a respeito?
Terei prestado atenção?
Meu "passeio" por esta vida pode ser mudado de um momento para o outro
E preciso prestar mais atenção à minha respiração...
O que me faz perder o ar?
O que me dá vontade de bocejar?
O que me faz gritar calada?
O que me faz ficar calada?
Vou pensar...
...Perder o ar...
...Ficar sem AR...
...Perder a vida...
...Ficar sem vida...
...De repente...o fim!
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