quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

"Nos debateremos sempre na tentativa de voar".


Esta frase foi retirada de um belíssimo texto de um colega genial.
Agora, reflita comigo, caro leitor, o quanto o ser humano pode ser desumano consigo e com o próximo quando o assunto é viver... Vida, essa imensa tela de nuances e possibilidades de cores, sabores e odores...
O adubo só cheira ou também fertiliza?
A dor só machuca ou também fortalece?
O outro é realmente o outro ou o que vemos de nós?
A janela é uma moldura, uma armadura ou uma possibilidade de ver o que há além?
Uma mosca vive 24 horas... Quanto tempo de vida você acha que tem?
Enquanto vive, você escolhe sentar e assistir o que se passa além de um vidro ou escolhe voar lá fora?
Por medo de viver você prefere fingir que se debate ou de fato se debate e se desprende das suas correntes?
A águia vive mais que uma mosca e em determinada etapa de sua vida, ela precisa desvencilhar-se de acomodações para que possa ser mais forte e mais poderosa... A mosca vive pouco, mas vive tudo o que tem pra viver. Pior é a galinha que tem asas e não voa como diria Leonardo Boff!
A vida É!
Nossos vôos, nossos sonhos, nossos passos... Nossos tropeços, nossos pesadelos, nossas correntes...
Até que ponto nos detemos, fingindo estar nos debatendo, quando o nosso verdadeiro intuito é verificar o olhar do outro sobre nós e sobre o que fazemos? Como se fosse importante de fato o que o outro pensa sobre nós. O ímpeto de estar sempre agradando ao que está sentado ao nosso lado ou olhando nossos passos, faz com que nos percamos de nós mesmos por quê... O que o outro pensa sobre mim... é problema dele!
Quando estamos de fato apaixonados pelo nosso sonho, não há nada que dificulte nosso vôo... Nem o vidro da janela. Podemos sim ser moscas no tocante à vulnerabilidade de nossas asas e rapidez do nosso tempo de vida, mas, certamente somos águias quando estamos imbuídos de percorrer o caminho que escolhemos por paixão. Podemos como diz a lenda, perder nossas garras momentaneamente, mas, isso só aguçará nosso olhar diante da imensidão de possibilidades que podemos ter aos nossos pés, se podermos nos levantar e fazer parte dessa linda dança que é viver. Sair do nosso ônibus, sair de trás do vidro, sair do nosso limbo e finalmente, sentir o vento na cara e encarar nossas escolhas como parte de nossas asas. Por que sem elas, não somos nem moscas... Somos zumbidos!
Comecei com a frase de um colega genial e finalizo com uma frase de um gênio, Shakespeare:
"Nossas dúvidas faz com que percamos muitas coisas boas que poderíamos ter ganho se não fosse o medo das tentativas".

2 comentários:

  1. é dessa tentativa de fazer valer cada voô
    que iremos diluir o velho medo de tentar..
    texto fustigante! forte abraço

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  2. As vezes desejo ser mosca... kkkk
    Logo desisto.

    Jacson

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